Sunday, August 27, 2006

CD Reviews


Pirosos, Lamechas, Foleiros, Pop. Estes são alguns dos adjectivos que poderão ser utilizados para descrever os The Feeling, uma banda inglesa que tem dado bastante que falar no panorama indie do Reino Unido (e não só). Os The Feeling inserem-se numa nova vaga de bandas que têm como influências alguns ícones do soft rock dos anos 70 – bandas como Supertramp, Hall & Oates, America, entre outras. É o “Rebirth of the Uncool” (foi assim que a revista Spin baptizou este movimento), em formato de pop rock independente – renascimento este que, na minha opinião, terá tido o seu início já há três anos atrás, aquando do lançamento do albúm “1972”, por parte de Josh Rouse. Mas agora bandas como The Feeling, Midlake e Maplewood vieram dar força a este movimento.
Estando curioso acerca daquilo que tenho lido sobre estas bandas nas últimas semanas, decidi, este fim-de-semana, comprar o álbum de estreia dos The Feeling, entitulado “Twelve Stops and Home”. Os adjectivos que utilizei para descrever a banda no início deste post aplicam-se perfeitamente à generalidade dos 12 temas (mais o hidden track). Mas a verdade é que até gostei. É uma sucessão de canções bem dispostas, bem conseguidas, que emitem doses industriais de good vibes e que nos dão vontade de deixar crescer o cabelo (que tivermos) e o bigode, andar de calças à boca de sino e passear com a namorada ao pé dum lago, em pleno Outono. O single (que tem passado com alguma intensidade no rádio Radar), “Sewn” é bom, mas, na minha opinião, fica aquém de “Never Be Lonely” (Supertramp revisitados) e de “Fill my Little World”. Alguns temas até fazem lembrar a era “Don’t Stop Me Now” dos Queen.
O álbum está aprovado pelo muzik4themasses (de forma unânime). No entanto, rapazes: não é um bom CD para ouvir no carro, se estiverem a dar boleia a um engate. A minha namorada já me aceita como sou, pelo que até acha piada à minha voz de falseto a acompanhar os coros.
Por último, refiro que os The Feeling vêm dar um concerto na Aula Magna, dia 30 de Setembro.

Comprei ainda o “Wild Birds (1985-1995)” de Peter Murphy, uma colectânea dos singles lançados pelo mesmo ao longo deste período da sua carreira a solo (relembro que Peter Murphy era, e voltou a ser, vocalista dos Bauhaus, banda que encerrou o Festival de Paredes de Coura este ano).
Não irei fazer o review deste albúm, já que:
1) Ainda só ouvi os brilhantes (“Cut You Up”, “Hit Song” e “Indigo Eyes”);
2) A colectânea já foi lançada em 2000; e
3) Tenho fome.
Para a semana, poderá haver reviews de novas compras (se a gestão orçamental assim o permitir).

6 Comments:

Blogger Rit@ said...

A tua imagem a cantar em falsete figurará, a partir de hoje, na galeria dos meus horrores mentais! ;)

11:31 AM  
Blogger ze_turkish said...

Se dizes isso é porque nunca me viste depois de me engasgar ao tentar beber uma sopa de camarão de penalty em Cuba... ;)

6:58 PM  
Blogger Fluffy Hair said...

LLOOLL

9:13 PM  
Blogger Spittelau said...

This comment has been removed by a blog administrator.

11:45 PM  
Blogger Spittelau said...

Mas se quiseres ver, é só pedir LOL
I have a proof!

Disclaimer: A foto existe e foi tirada com consentimento, sendo portanto pública se o seu actual detentor (moi même) assim o decidir. Este disclaimer poderá ser declarado nulo perante ameaças de agressões físicas por parte do visado ou da namorada do visado.

11:46 PM  
Blogger ze_turkish said...

Eu não tenho amor próprio. Por isso podem mostrar à vontade! ;)

11:57 PM  

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